Construindo a história do movimento bissexual brasileiro
- Bi-Sides

- 4 de ago. de 2014
- 3 min de leitura
Em várias conversas com colegas dentro e fora do movimento bi, quando falo sobre a “história” do movimento no Brasil, a resposta é algo como “ah mas não é exatamente uma história né, é muito pouca coisa”. Entendo o comentário e concordo que seja pouco, comparando ao que seria bom. E como história costuma remeter a acontecimentos grandes no passado e a nossa ainda é nova e pequena, decidi chamar esse post assim: construindo a história.
A rigor, é o que fazemos com tudo, história política, da arte etc, todas estão sendo escritas conforme vivemos e agregamos nossa própria existencia aos acontecimentos, que algum dia, no futuro, vão chamar de história.
Vou contar aqui o pouco que sei de movimento bissexual no Brasil, que é ainda mais invísivel que nossa sexualidade, tanto que quando criei este blog, pensei que nunca nem havia existido, e ainda tem gente achando que não existe.
A informação que tenho reuni de gente que está ou esteve envolvida com o movimento e não só pode como muito provavelmente não está completa. Qualquer fato relevante que saibam sobre o tema, por favor comentem e vamos agregando.
Considerei como fatos relacionados ao movimento bissexual eventos, GTs, oficinas, debates etc feitos ESPECIFICAMENTE sobre o tema bissexualidade(s), tendo sido organizados assim ou que hajam surgido no decorrer de algum outro evento ou debate. Além desses acontecimentos, a criação e o trabalho de qualquer tipo de grupo que tenha sido ou seja dedicado a bissexuais de maneira exclusiva ou não, mas que seja realmente dedicado a bissexuais, grupos LGBT teoricamente inclusivos NÃO entram nessa conta.
A coisa começa nos anos 00’s e vem seguindo, com altos e baixos até agora, com acontecimentos recentes importantes, e foi assim:
Em março de 2004, na Associação da Parada GLBT, em São Paulo, começaram os encontros do projeto Espaço B, com foco em direitos humanos e bissexualidades e que incluía pessoas não bissexuais. Em agosto do mesmo ano, aconteceu a primeira “participação bissexual politicamente organizada em um encontro do movimento“, no II Encontro Paulista GLBT, realizado em São Paulo.
Em 2005, no XII EBGLT (Encontro Brasileiro de Gays, Lésbicas e Transgêneros) foi criado o CBB – Coletivo Brasileiro de Bissexuais, que durou até 2007, quando foi dissolvido depois de um problema com a indicação de representante do Coletivo no Seminário de Saúde GLBTT.
Em março de 2010 surgiu o bi-sides apenas como um blog e não foi até a VIII Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo que o grupo se formou (e participou nas caminhadas de 2011, 2012 e 2014). Em julho do mesmo ano bi-sides e Espaço B fizeram uma oficina sobre bissexualidades no IV Encontro Paulista LGBT, em São Carlos. Em setembro de 2010 houve em São Paulo, organizado pelo bi-sides, o primeiro Pic-nic pela Visibilidade Bissexual, marcado o dia internacional da visibilidade bissexual – 23 de setembro – que se repetiu em 2011. Também em 2010 houve um Pic-nic bi em Joinville, organizado pela Associação Arco-Íris.
Em junho de 2013 foi criado em Minas Gerais o Coletivo Bil – Coletivo de bissexuais e lésbicas do Vale do Aço, um grupo lés.bi realmente preocupado com a visibilidade tanto bissexual quanto lésbica. Em setembro do mesmo ano, para marcar o dia da visibilidade bi, o MEL – Movimento do Espírito Lilás, organizou o Biálogo, roda de conversa sobre bissexualidade em João Pessoa, na Paraíba.
O ano de 2014 tem sido importante para o movimento bissexual. Em janeiro se formou o MovBi – Movimento de Bissexuais que em julho se tornou a primeira ONG bissexual brasileira, e que esteve por trás do Biálogo no ano anterior. Também em julho, na oitava edição do SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais) o evento mudou de nome para SENALESBI, apenas uma das propostas do GT bissexualidades.
O ano ainda não acabou e o movimento bissexual brasileiro está só começando, mas as expectativas são boas. O tema está sendo mais falado na mídia, as organizações LGBT estão pelo menos tentando ser mais inclusivas e seguramente faremos barulho agora em setembro.
O que mais for acontecendo vocês saberão por aqui. E se está faltando algo, de agora ou do nosso passado, avisa nos comentários e teremos o prazer de agregar a informação.



During the heyday of internet gaming, Cool Games Free evolved from a website to a daily destination. It was the place where little pauses became life-changing experiences and where a few clicks unlocked whole worlds of racing, puzzles, adventure, and creation. For many of us, finding joy in its most accessible and unadulterated form was more important than simply playing games.